terça-feira, 16 de novembro de 2010

Enem 2010: Haddad diz que aguarda Cesgranrio e que vai negociar data de reaplicação da prova com universidades




RIO - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (16) que aguarda resposta da Cesgranrio, órgão responsável pela elaboração da prova, para definir a data de reaplicação das avaliações amarelas do Enem 2010. Além disso, Haddad disse que o MEC deve negociar com instituições federais de ensino superior para que os vestibulares 2011 não coincidam com a data a ser definida.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, a prova amarela só será reaplicado para estudantes que receberam cadernos de questões da prova amarela com erros de impressão no primeiro dia do exame, mas a todos que enfrentaram contratempos registrados em ata pelos fiscais de prova. Segundo Haddad, isso poderá valer inclusive para quem teve problemas com o cartão de respostas, cujo cabeçalho estava invertido.
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Haddad enfatizou, porém, que somente casos registrados objetivamente pelos fiscais é que ensejarão a realização de nova prova. Assim, segundo o ministro, poderão ser reaplicadas não só as provas de sábado, de ciências humanas e da natureza, mas também as de domingo, que trataram de língua portuguesa, estrangeira e matemática.
O ministro disse que o levantamento em 113 mil atas está sendo feito pelo consórcio Cespe e Cesgranrio, contratado para aplicar o Enem 2010. Ele afirmou que ainda desconhece o número de participantes que poderão refazer o exame, mas voltou a dizer que esse universo é de 0,1% do total de 3,4 milhões de candidatos. Durante a audiência, mencionou que esse número poderia ser de 1,5 mil, 2 mil ou 3 mil pessoas.

- A orientação que foi dada ao consórcio é que todas as ocorrências passem por um pente-fino - disse o ministro a jornalistas. - Se houver registro em ata de que faltou cartão para substituir um cartão entregue ao aluno ou uma ocorrência dessa natureza. Tudo o que for possível apurar objetivamente vai ser considerado. Qualquer ocorrência, não importa se do cartão.
No caso dos participantes que receberam, no sábado, as provas do modelo de cor amarela com erros de impressão, sem que tenham sido substituídas a tempo, a ideia do MEC é reaplicar somente essas provas. Assim, a data de reaplicação do exame seria de apenas um dia e não dois, já que os resultados das provas de domingo seriam aproveitados. A exceção seria eventuais casos de reaplicação das provas de domingo, caso haja registros em ata de problemas verificados nesse dia.
Indagado se a reaplicação do Enem ocorrerá em apenas um dia, o ministro respondeu:

- Possivelmente sim, mas não necessariamente. Nós vamos verificar se houve algum prejuízo, por alguma outra ocorrência de alguém que no domingo tenha tido alguma dificuldade.
- Diante de uma bagunça dessas, o ministro acredita que o exame foi um sucesso? - indagou o senador tucano, fazendo referência a uma declaração do presidente Lula que, em viagem a Moçambique, elogiou o Enem.
Haddad/Divulgação

Indenização
Com relação à possibilidade de indenizar os participantes do Enem, o ministro disse que poderia instalar um grupo para discutir o assunto.
Haddad disse ainda que atualmente os resultados do Enem valem por apenas um ano. Segundo ele, é possível ampliar esse prazo, permitindo que os resultados possam ser aproveitados por um período de dois anos, para fins de substituição de vestibulares.
Haddad afirmou que o ensino médio sofre com uma série de problemas, entre os quais o vestibular, que vem sendo substituído em parte pelo Enem. Segundo ele, o Brasil é o único país que ainda convive com o vestibular tradicional, "um sistema irracional de seleção dos estudantes que ingressam na educação superior".
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Exame
Cerca de 3,3 milhões de estudantes participaram do Enem 2010. Logo depois da primeira prova, no sábado, os estudantes reclamaram de erros na folha de respostas e no caderno de provas amarelo.
Na folha de respostas, os enunciados das áreas de conhecimentos estavam invertidos, na comparação com o caderno de questões. Alguns alunos alegam que preencheram o gabarito de forma invertida.
Estudantes que fizeram a prova amarela reclamaram que faltavam questões, outras estavam repetidas, a sequência numérica estava errada e havia, inclusive, páginas da prova branca incluídas no mesmo caderno. A estimativa é que cerca de 2 mil alunos tiveram problemas com a prova amarela.
Canal de reclamações
Os alunos que se sentirem prejudicados por falhas no caderno amarelo podem entrar em contato com o serviço de atendimento do MEC, o Fala Brasil por telefone 0800-616161 das 8h às 20h. Outro meio de contato é por e-mail falabrasil@mec.gov.br. O Inep também possui um formulário eletrônico em seu site . Problemas com o gabarito também podem ser informado por esses canais.

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